Além do choque inicial, uma internação na UTI vem acompanhada de um conjunto de regras práticas que costumam pegar as famílias de surpresa. Este texto reúne o que costuma valer na maioria dos hospitais, embora cada instituição tenha suas próprias particularidades.
Os horários de visita na UTI costumam ser mais curtos e restritos do que em um quarto comum, geralmente organizados em uma ou duas janelas por dia, com duração de 15 a 30 minutos. Essa restrição existe para proteger o paciente de infecções e permitir que a equipe médica trabalhe sem interrupções constantes, não para limitar o contato por outro motivo. Em muitos hospitais, é possível falar com o paciente por telefone ou vídeo em horários combinados com a enfermagem, mesmo fora do horário de visita presencial.
A maioria das UTIs também limita o número de visitantes por vez, geralmente um ou dois, e costuma pedir o uso de avental, touca e álcool em gel antes de entrar, como parte do controle de infecção. O uso de celular dentro da UTI varia bastante de hospital para hospital: alguns permitem, outros restringem por causa de interferência em equipamentos ou por política interna.
Como essas regras mudam de um hospital para outro, e às vezes até de um setor para outro dentro do mesmo hospital, vale sempre confirmar diretamente com a equipe local, em vez de assumir que a experiência de outra internação vai se repetir.
Na prática, o que ajuda a se organizar
- Pergunte à enfermagem, logo na primeira visita, os horários exatos e a duração permitida.
- Confirme se é permitido usar celular dentro da UTI, e se há alguma forma de contato à distância fora do horário de visita.
- Pergunte sobre o número máximo de visitantes por vez, para organizar o revezamento com a família.
- Leve com antecedência os itens de proteção que costumam ser pedidos, ou confirme se o hospital os fornece na entrada.
